O lugar tem voz
Uma pergunta precisa de uma relação com aquilo que se observa. O espaço público não é apenas um fundo para uma adivinha.
O OLHAR LUSAVENTO
Lusavento aproxima o jogo de descoberta do passeio a pé. O ponto de partida não é colecionar respostas: é voltar a prestar atenção ao lugar.

Uma moldura, uma inscrição, um padrão que muda ao virar a esquina. Há detalhes que se tornam interessantes quando alguém faz uma pergunta no momento certo. A caminhada dá-lhes um contexto e o grupo acrescenta outras interpretações.
É essa relação entre pergunta e lugar que orienta a proposta Lusavento. Uma pista deve convidar a observar o que está diante dos olhos; a explicação prática deve permitir que as pessoas se sintam à vontade para explorar.
Uma pergunta precisa de uma relação com aquilo que se observa. O espaço público não é apenas um fundo para uma adivinha.
Uns relacionam formas, outros recordam uma palavra ou testam uma hipótese. O formato de grupo dá espaço a essas diferenças.
Participar implica respeitar passagens, moradores e atividades locais. O jogo acompanha a vida da cidade, sem a interromper.
Uma pausa para conversar ou uma descoberta fora do roteiro também pertencem ao passeio. O desafio organiza a atenção, mas não precisa de ocupar cada minuto. A experiência ganha quando o grupo pode olhar em redor e levar novas perguntas consigo.