Quem observa
Aponta o detalhe e descreve o que encontra. Evita revelar logo a interpretação para os outros poderem olhar por si.
CADERNO DE PISTAS
Um caderno de observação para quem gosta de chegar à resposta em conjunto. Usa estas ideias como ferramentas, sem transformar cada detalhe numa obrigação.

Escolhe um detalhe e tenta descrevê-lo sem lhe dar um significado: forma, posição, material e relação com o que está à volta. “Há três formas junto à porta” é uma observação; “representam três pessoas” já é uma hipótese.
Esta separação ajuda o grupo a perceber onde concorda e onde está a imaginar. Se a hipótese não resultar, a observação continua a ser útil para tentar outra leitura.
Que parte da nossa resposta conseguimos apontar no lugar? Se não conseguimos mostrar o detalhe, talvez estejamos a avançar depressa demais.

Afasta-te o suficiente para ver o conjunto e regressa ao detalhe. Às vezes, uma sequência só se torna clara quando se compara uma peça com a seguinte. Noutras, a palavra importante está na posição de um elemento e não na sua cor.
Mantém a observação a partir de zonas de passagem permitida. Uma pista não é um convite a subir, deslocar objetos ou entrar num edifício sem autorização.
Aponta o detalhe e descreve o que encontra. Evita revelar logo a interpretação para os outros poderem olhar por si.
Propõe uma ligação com a pergunta. Diz também o que ainda não encaixa, para o grupo saber onde testar.
Volta ao enunciado e compara a hipótese com aquilo que é visível. Se faltar uma relação, experimentem outra abordagem.
Se o grupo ficar bloqueado, regressem à pergunta e procurem uma única informação que ainda não confirmaram. Usem a ajuda prevista no percurso quando necessário. Descobrir em conjunto não é medir quem responde mais depressa.